Estranho Oeste este

Outubro 30, 2008

A nova secção que proponho para o Turres Veteras denomina-se de ‘Estranho Oeste este’ e pretende comentar o que de caricato se vai fazendo e dizendo por este oeste fora.

A abrir proponho a reflexão acerca da magistral campanha de marketing urbano que se prepara nas Caldas da Rainha. Falo (=refiro) da Falo Parade (=Phalus, pénis), um evento que está a ser preparado pela CMCR e pela Ass. de Comerciantes lá do burgo e terá lugar na próxima primavera.

Todos nós esboçamos um sorriso maroto quando se fala na cerâmica das caldas e a própria expressão ‘das caldas’ é por vezes conotada com brejeirice, mas isto parece-me atingir contornos por demais caricatos para serem incluídos nos parâmetros tradicionais da estranhesa… Já existem cow parades, tree parades, até prides e gay parades, agora nunca imaginei ser possível realizar um desfile de mangalhitos ou a exposição de caralhetes gigantes decorados pelas crianças dos estabelecimentos de ensino da zona (à falta de especificação sobre em que consistirá o evento dei-me ao luxo de especular). Mais, pergunto-me em que é que uma parada de vergalhos pelas ruas da cidade termal ajudará a “criar um conceito de comércio com glamour” ou irá promover a certificação para o comércio tradicional, com qualidade glamour, que significa algo agradável, bonito, que as pessoas podem visitar e sentir-se bem”…

Mas isto são certamente preconceitos originados na minha mente tacanha e retrógrada. Apesar de achar ridículo, penso que o evento irá certamente atrair um magote de visitantes às Caldas, gente que sabe apreciar o glamour que o phalo encerra e o acha bonito, agradável e capaz de fazer com que a malta se sinta bem… ai filha!

É por romper com as amarras da pequenes intelecual que as Caldas, com este gesto, se afirmam cada vez mais no contexto nacional, mundial e qui ça no próprio oeste como uma terra do caralho!


Emprego e falta dele

Outubro 29, 2008

Ao que ouvi no rádio anteontem, os concelhos de Bombarral e Porto de Mós foram os únicos do distrito de Leiria onde o desemprego diminuiu ao longo do último ano.

Terá alguma coisa a haver com o facto de terem aberto supermercados ‘grandes’ nestes concelhos? Serão estes investimentos capazes de por si só diminuir o desemprego num concelho? Serão os empregos criados representantes de postos de trabalho ‘reais’ (i.e. com salário e duração minimamente e justos) ou não passam de postos de trabalho ‘estatísticos’ em part time e etc? Em que é que as estatísticas nos dizem a verdade ou nos enganam…


Toino Manolo e as doutorices

Outubro 22, 2008

Outro dia fui a uma bomba de gasolina (daquelas bombas discount que existem em alguns super-mercados de concelhos vizinhos do nosso) meter 30 aérios do precioso líquido de 95 octanas na minha bomba – o Nuno Queirós, como eu lhe chamo… Tudo correu bem, abri o tampão, não apanhei choque de estática nem nada, introduzi a agulheta, aquilo meteu para lá a gasolina, fechei o tampão, meti-me no carro e fui para a saída pagar. Uma autentica maravilha. Passa cartão, mete código, saí ticket (assim é mais fino) e vai do homem me dar o cartão de volta:

- Obrigado e boa tarde Sr. Dr. Toino!

Eu olhei para os lados a ver se me tinham deixado algum estetoscópio no carro, mas não… pensei logo que o homem devia ter visto isso no cartão Mb, mas logo me lembrei que o cartão só tinha o nome e que eu tinha declinado o título académico quando me fizeram a proposta para ele figurar por lá…

Das duas uma: ou eu já sou conhecido pela minha especialização em mulas russas ou o homem corre tudo a toque de doutor e engenheiro.

Deve olhar para a cara da pessoa e depois vê se fica melhor para doutor ou engenheiro…

Doutoristicamente vosso,

Toino


É a crise…

Outubro 22, 2008


Esclarecimento…

Outubro 20, 2008

Na sequência de um comentário no post onde aludi ao Eng. Pistacchini Calhau resolvi pesquisar no sentido de averiguar se este havia ou não deixado o lugar de vereador em Torres Vedras antes de 2005, conforme eu afirmei. Realmente confirma-se o que inicialmente havia dito. Nos diários da assembleia da republica, ao longo da legislatura 2002-2005, o sr Eng. aparece referido várias vezes entre as quais na página onde se diz:

Substituições nos termos do artigo 7.º (renúncia ao mandato), do Estatuto dos Deputados (Lei n.° 3/2001, de 23 de Fevereiro):
Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata – Gonçalo Reis (Círculo Eleitoral de Lisboa) por João Antóno Pistacchini Calhau, com início em 20 de Julho passado, inclusive;

[pp. 1454 | I Série - Número 036 | 05 de Setembro de 2002]

Ou seja, o sr. Eng. pode muito bem ter ficado como vereador em Torres Vedras após ter perdido por 71 votos (na prática 72), no entanto, nunca teria desempenhado esse cargo mais que seis meses, vinte dias e mais uns quinze dias de Dezembro de 2001, visto ter ido para o parlamento.

Resta agora saber se voltará a concorrer…


Os quatro cavaleiros do apocalipse (I)

Outubro 19, 2008

Ilustres Socialistas Torrienses

Após as grandes lutas pela liberdade de 1974 que ocorreram em Torres Vedras (urbe e termo) chegaram ao poder. Com muita arte e muito engenho conseguiram agarrar o poder sem nunca mais o largar. Já lá vão 34 anos.

Sempre com uma fraca e desnorteada oposição (CDS e CDU sempre residuais e com um PSD local que nunca se encontrou) sempre governaram a seu bel-prazer.

(cont.)


Esta vai tarde…

Outubro 19, 2008

Já passaram uns dias… vai tarde é certo, mas é imperdível

Medina Carreira no seu melhor. À conversa com Mário Crespo.


Sessão de Lançamento do livro

Outubro 16, 2008

 

As Linhas de Torres Vedras

Construção e Impactos Locais

 

no AUDITÓRIO MUNICIPAL (Av. 5 de Outubro)
Segunda-Feira, dia 20 de Outubro de 2008, às 19h

A um ano do ducentésimo aniversário deste documento é lançado As Linhas de Torres Vedras: Construção e Impactos Locais, um estudo fundamental para a compreensão do pensamento estratégico-militar, assim como dos diferentes projectos de construção deste sistema defensivo, determinante na defesa de Portugal frente à terceira invasão.


P1. The Nature and Origin of Human Rights

Outubro 13, 2008


INTRO – Individualism vs Collectivism

Outubro 12, 2008


Extrema-direita, Skins Tugas, Mário Machado, PNR, etc… II

Outubro 12, 2008

NÃO SABIA QUE ERA PROIBIDO EM DEMOCRACIA SER CONTRA A IMIGRAÇÃO por Pacheco Pereira

O vereador Sá Fernandes à revelia das leis e da liberdade, mandou arrancar um cartaz do PNR contra a imigração. Nada tenho com as ideias e as práticas do PNR, nem precisava de o dizer a não ser porque este mundo está tão envenenado que tem que se estar sempre a repetir o óbvio, mas desconhecia que era proibido em democracia pronunciar-se contra a imigração. O problema é nós nos esquecemos que a liberdade dos outros é também para dizer aquilo que nós detestamos e não concordamos. A liberdade é assim, não é apenas aquilo que o vereador Sá Fernandes entende ser politicamente correcto dizer ou aquilo que ele quer censurar. Felizmente.


Extrema-direita, Skins Tugas, Mário Machado, PNR, etc…

Outubro 12, 2008

E JÁ AGORA PARA FAZER SUBIR PELAS PAREDES A MESMA TURBA por Pacheco Pereira in ABRUPTO

Não posso deixar de considerar mais uma vez excessivo o modo como o nosso sistema judicial penaliza os crimes reais, hipotéticos ou mesmo de opinião, que em democracia não são crimes, da extrema-direita. Já não é a primeira vez que tal se nota, numa desproporção enorme entre o modo como juízes e procuradores se atiram para os crimes da extrema-direita, e tratam com penas leves ou nenhumas, crimes de sangue, violência, violações, assaltos à mão armada, etc. Entre as penas possíveis a aplicar aos crimes do grupo de skins que foi julgado (dou de barato que haja crimes, embora tenha a maior das dúvidas sobre uma polícia que apresenta como despojos de uma busca bandeiras e símbolos nazis, que eu também desconhecia ser um crime possuir, e que, já digo publicamente, também tenho no meu arquivo), parece sempre escolher-se a mais dura, mesmo quando o bom senso exigiria outra ponderação.

As ideias de Mário Machado matam, tenho poucas dúvidas sobre isso, Mas também as minhas há trinta anos matavam, as de Mário Soares, na sua juventude, matavam, as de vários membros do governo actual e de altos responsáveis da magistratura, de empresas, da comunicação social, matavam também. E as de muita gente hoje, que em Portugal passa por ser pacífica e que ninguém vê com os mesmos olhos com que vê os skins e os nazis, matam hoje mesmo, na Colômbia, na América Latina em geral, em África, na Ásia e mesmo na Europa, no país nosso vizinho, Ou pensam que a apologia da violência é um exclusivo da extrema direita e que a extrema-esquerda são uns pacíficos meninos, cujas bandeiras com a foice e o martelo não têm tanto sangue como a cruz gamada?Só que em democracia as ideias e as opiniões é suposto serem livres, por péssimas que sejam, e o nosso desgosto com elas não devem servir de agravante penal, sob pena de politização da justiça.  


O Plano Paulson III

Outubro 12, 2008

Divagações esquizofrénicas em torno das autárquicas 2009

Outubro 12, 2008

Estamos a cerca de um ano das autárquicas e já se notam movimentações partidárias nesse sentido. Descobri na net os princípios orientadores do PSD para essas eleições.

A certo ponto diz-se:

« os critérios de exigência por que nos regemos obrigam o PSD a apresentar ao país os melhores em cada concelho e em cada freguesia »

Ora, eu que não gosto das noções antigas de ‘os bons’ e os ‘melhores’ do concelho, fiquei logo de orelha a pino… não fosse depois explicarem que se tratava de « priveligiar a competência, a honestidade e a credibilidade »eu teria ficado muito preocupado.

Ficamos a saber que dificilmente o eng. Pistacchini será novamente candidato por Torres Vedras, porque onde anda a credibilidade de alguém que nas duas últimas eleições não ficou por cá enquanto vereador, mostrando que só lhe interessava a presidência? (link a lembrar o Sizandro)

Entretanto hei-de procurar os princípios orientadores dos outros partidos (se é que existem) e depois digo mais qualquer coisinha!


Tento na língua!

Outubro 12, 2008

Estas eleições são as primeiras de um ciclo, de um conjunto, e o resultado destas eleições será, também, um sinal dos Açores para a política nacional

(ler artigo aqui)

Oh homem, tu tem cuidado com o que dizes! Cuidado que o tiro ainda te sai pela culatra…


O Plano Paulson II

Outubro 12, 2008

Artes esotéricas por CAA

Um analista económico, cujo nome não percebi, acabou de dizer na televisão que «todos nós (os tais analistas/peritos) não percebemos porque é que o Plano Paulsen não está a resultar, porque ele era tão forte e tão bom…».

Pois  era. Se calhar, o problema deve estar na bola de cristal, certamente um dos principais instrumentos que essa classe de gente deve utilizar para fazer os seus vaticínios.


Vou fazer como o ruicarmo…. esperar sentado!

Outubro 12, 2008

Vou esperar bem sentado pelas respostas Às questões colocadas por Pacheco Pereira ao Primeiro-Ministro

Será que Vossa Excelência me permite fazer perguntas sobre as “inexactidões” (para usar um eufemismo) do seu currículo profissional colocado no sítio oficial do Governo, como se faz em todas as democracias?

Será que Vossa Excelência me permite inquirir sobre os projectos das casas que assinou na Câmara ao lado daquela de que era assalariado e porque razão os beneficiados pelo seu desenho técnico aparecem a dizer que nunca lhe pediram ou pagaram esses serviços, quando já era dirigente do PS, ou seja homem público, ou isso só se pode fazer para a Sarah Palin?

Será que Vossa Excelência me permite por em causa o seu uso criativo das estatísticas que dão Portugal como vivendo melhor e os portugueses como tendo mais emprego, quando há uma quebra real da qualidade de vida e um aumento recorde do número de desempregados?

Será que Vossa Excelência me permite interpretar as palavras do Presidente da República como sendo uma crítica pública ao facto de confundir propaganda com realidades e, no fundo, não saber o que fazer a não ser mais da mesma propaganda?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar sobre os resultados do seu governo nas condições excepcionais que teve, maioria absoluta, presidente cooperante, que se arriscam a ser inferiores ao governo de Santana Lopes, com excepção do controlo do défice, exactamente aquilo que nunca prometeu fazer porque o “que contavam eram as pessoas e não os números”?

Será que Vossa Excelência me permite lembrar aos portugueses que todos os números decisivos da economia portuguesa já eram maus antes da crise internacional, que agora serve de pretexto para encobrir o falhanço da política do governo?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar se as suas declarações de comício atacando a bolsa, para gáudio da esquerda do seu partido, não são as mais inconvenientes para um Primeiro-ministro numa economia de mercado?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão a televisão pública, que é paga com os nossos impostos e que superiormente dirige através de uma cadeia hierárquica que começa em si, passa pelo ministro da tutela, pelo conselho de administração e termina nos directores por ele nomeados (por si também à distância), lhe dá todos os dias prime time sem critérios jornalísticos que o justifiquem?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar sobre todo este estendal de ofertas do “Magalhães” nas escolas, sobre quem o pagou, como foi feita a escolha deste computador, da fábrica que o produz sem concurso público, que compromissos tem o governo com essa empresa, que pedagogos disseram ao governo que era útil as crianças do básico terem computadores individuais, etc,, etc,?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão as empresas a quem o estado deve dinheiro manifestam publicamente receio de que o seu nome surja nas listas públicas de credores do estado, com medo de represálias?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão cada vez mais os grandes negócios públicos se fazem no seu e no gabinete dos ministros, sem escrutínio, evitando concursos públicos, anunciando tudo como facto consumado em nome da “eficácia” e se não o preocupa o enorme potencial para o tráfico de influência e corrupção que tais práticas permitem?

Será que Vossa Excelência me permite lembrar, mais do que lembrar, exigir, a divulgação pública dos estudos respeitantes à relação custo-benefício do gigantesco programa de obras públicas que o seu governo anunciou?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar sobre como é que num momento em que todos os governantes passam horas e horas a trabalhar a tentar resolver a crise financeira, a sua alta figura arranja todos os dias muito tempo, para fazer sessões de propaganda, como se estivesse desocupado da governação?

Será que Vossa Excelência me permite perguntar porque razão sendo Primeiro-ministro passa todo o tempo a falar de politiquices e a atacar a oposição como se fosse apenas secretário-geral do PS em ano eleitoral?

Será que Vossa Excelência me permite continuar a perguntar a lista infinda de coisas que exigem ser escrutinadas por detrás das nuvens da propaganda, da enorme complacência dos interesses instalados e da escassa independência das pessoas num pais como o nosso e num governo com o estilo de pau e cenoura como o seu?

Nota: Blogs Abrupto e O Insurgente


As Aventuras de Toino Manolo 2 – Toino Manolo e a crise financeira

Outubro 11, 2008

Anda um tipo preocupado com o ambiente, principalmente o da carteira, e quer converter o carro para GPL e é nisto que dá. Tudo tratado já faz uns dois meses… fiquei de passar ao ‘centro’ de conversão – vou chamar-lhe assim – uns dias antes para tratar do financiamento e assim o fiz.

Até aqui tudo bem. Com o Gpl a metade da gasolina 95 a diferença dava para pagar 75 euros de prestação a 18 meses ou 59 a 24 e ainda sobrava dinheiro para uma camisa, uma noite de copos ou, assim num ‘váipe’ de loucura, umas poupanças…  Preencher os papéis, mostrar recibos de vencimento, provar que vivo onde digo que vivo, dizer onde trabalho, que funções desempenho, que tipo de contrato tenho, há quanto tempo lá trabalho, só faltou perguntar se tinha dois tin-tins ou era como o Hitler.

No final, vai de ligar ao Banco-que-começa-pelo-nome-de-uma cidade-espanhola-capital-da-Cantábria para a pré-aprovação da coisa. Ah não? Aqui começo eu a estranhar a cara da menina que estava a preparar as coisas… E se for só 12 meses? Aqui tenho eu a certeza que aquilo não estava a correr bem… Ai também não? Ai só com uma segunda pessoa a entrar no crédito? Sim, depois falamos… Agora não queria acreditar, a crise financeira tinha batido à minha porta. As dificuldades de financiamento impediam-me de realizar um investimento que a médio prazo me permitia poupar dinheiro e que estava construído de forma a que eu pudesse pagar o empréstimo com o dinheiro que efectivamente o investimento no GPL me permitiria poupar…

Estranho que agora os bancos não concedam um empréstimo de 1161€ a uma pessoa que ganha c. 2x o OMN (ou seja perto de 75% do valor que pede de empréstimo) e não tem encargos com habitação, etc… que não é efectivo mas que tem contrato com uma boa duração e que já se encontra a trabalhar para a mesma entidade à dois anos. Pelos vistos não tenho capacidade para dispender 75€ por mês, daqueles mais de 100€ que o investimento me permitiria poupar.

Mais estranho ainda foi quando a menina me contou que há uns meses tinham concedido a um senhor estrangeiro um crédito de valor superior ao que eu queria fazer e que ele estava cá ha um ano, tinha somente passaporte e trabalhava a termo certo.

A crise financeira atingiu o Toino Manolo… e o Toino até percebe o porquê destes cuidados redobrados neste momento, mas ficou fulo quando, pouco tempo depois deste episódio (uma hora or so) recebeu uma sms… era do meu cartão de crédito a avisar que tinha uma linha de crédito que podia transferir do cartão para a minha conta… apeteceu mandá-los para uma série de sítios que não aparecem no mapa. Para um crédito pessoal pelos vistos não tenho categoria, mas para um crédito equiparado a alto risco e com juros altíssimos já tenho. Ora f#*$@-&#!

Toino


O Plano Paulson

Outubro 10, 2008

João Miranda no DN

Henry Paulson tem um plano para salvar o sistema financeiro norte-americano. Paulson pretende gastar 700 mil milhões de dólares de dinheiro dos contribuintes para comprar, por um preço superior ao seu valor real, activos de bancos à beira da falência. De acordo com os seus apoiantes, o plano é a única solução que permite evitar a catástrofe financeira. Os apoiantes do plano são puramente utilitaristas. Alegam que as consequências do plano são melhores que as consequências de opções alternativas. Os críticos do plano têm sobretudo objecções éticas. Defendem que a responsabilidade pela situação financeira dos bancos é dos respectivos accionistas e gestores. Defendem ainda que quem concedeu crédito a empresas em risco deve sofrer as consequências das suas decisões. De acordo com os críticos, não é ético que seja o contribuinte a pagar, sob a forma de impostos, pelos erros dos banqueiros. [...]


Miguel Esteves Cardoso,

Outubro 9, 2008

onde andas tu?