Do ouro, da prata e dos pechisbeques…

Os jogos de Pequim têm dado muito que falar por esse mundo fora. Em Portugal não é excepção. Se ao princípio os nossos jornalistas viravam atenção para as tropelias da democrática China e para as meninas que afinal eram feias e para o fogo de artifício que foi noutro dia, cedo começaram a voltar a sua e a nossa atenção para a ausência de medalhados. A questão foi muito explorada e houve quem tivesse tido intervenções lamentáveis e pouco dignas, no entanto a necessidade de fazer sangue de determinados ‘profissionais’ não está totalmente desprovida de fundamento.

Vanessa Fernandes – medalhada com prata – veio dar forte e feio na mona dos outros. Na tv aquilo passou como ‘magister dixit’, afinal ela tinha ganho uma medalha… não é que eu ache que ela não tem razão… foram vários os que ali foram demasiado ‘na desportiva’… Pena para nós que nem todos os atletas tenham a preparação que a Vanessa tem hipótese de ter e que passa muito por preparação moral… vi a reportagem sobre ela e ela tem mesmo muito apoio moral, da família do treinador, etc… ainda bem. Só assim temos uma atleta com o espírito de sacrifício e o empenho dela. Outros atletas da nossa delegação não têm um moral tão elevado ou não são tão ambiciosos e parecem ter ido aos Jogos Olímpicos mais para desfrutar do simples facto de ter sido apurado ( e a verdade é que ser apurado é já uma grande vitória) do que para dar o tudo por tudo à moda da Vanessa, da Naide, do nosso medalhado de ouro Nélson, do Lima e de alguns outros… Há quem tenha lá ido para ficar na ‘caminha’ de manhã e ver as vistas à tarde… isso é que é pena. Não são os nossos impostos que pagam isto?

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