Neste início de actividade vou tecer algumas, poucas, considerações acerca do fim do Carnaval…
Que o carnaval tem em Torres Vedras um grande impacto é certo e sabido. Que o enterro do carnaval tem sempre uma representação teatral de um julgamento também. Nesse julgamento o rei do carnaval é sempre acusado de todos os males da sociedade ao longo de um ano e é invariavelmente condenado a padecer por estrondos e estalos, expurgando assim as nossas maleitas.
A tradição cumpriu-se este ano… e tirando o boneco ter parado de explodir a meio tudo correu bem. Ou quase…
Os ‘actores’ são certamente pessoas de boa vontade, que dão o corpo ao manifesto, mas no nível em que se colocou o carnaval de Torres – com o orçamento que tivemos – seria de esperar alguém com um pouco mais de naturalidade e ‘à vontade’.
Depois foi aquela cena marada do ‘canta-nos lá o teu rap’ do juíz para o xunga e do xunga a acusar o rei do carnaval em jeitos de ‘tá-se bem’ muito pouco convictos… check it out!?
Para finalizar, não gostei dos textos que, para além do cigano à procura do primo – que quem é daqui da terra entendeu de quem se tratava – pouco teve de genialidade, parecendo-me obra demasiado intelectualoide armada em politicamente incorrecto.
Mais uma vez digo que os envolvidos são certamente pessoas de boa vontade que dão o corpo ao manifesto, não deixo contudo de tecer aqui esta crítica. Afinal se não existir feedback não se sabe o que se deve melhorar ou manter…